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Âncora é demitido da CNN após ajudar irmão acusado de assédio

A CNN anunciou a demissão de Chris Cuomo no sábado, 4, alguns dias depois de tê-lo afastado de suas funções.

Reprodução: Instagram / chrisccuomo

Na noite do último sábado, 4 de dezembro, a CNN anunciou a demissão do âncora Chris Cuomo. Especialista em mídia, Brian Stelter caracterizou Cuomo como “um dos âncoras mais populares da emissora”. Jim Acosta se revelou muito constrangido ao comentar sobre o, agora, ex-colega de canal.

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Chris, que apresentava o programa Cuomo Prime Time, que é líder em audiência no horário nobre da emissora americana, foi afastado de suas funções na terça-feira, 30 de novembro, após ser acusado de auxiliar seu irmão, o então governador de Nova York, Andrew Cuomo, indevidamente, no intuito de livrá-lo de acusações de assédio realizadas por funcionárias do gabinete do político.

Toda a polêmica em torno do assunto teve início em março, quando Chris afirmou que não comentaria em seu programa a respeito do escândalo envolvendo o irmão. Na época, ele chegou a ser chamado de “hipócrita” e ainda acusado de “parcialidade jornalística” no intuito de beneficiar o parente.

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Após a repercussão das acusações, Andrew passou a ser muito pressionado e, em agosto, optou por deixar o cargo. Desde então, a situação do âncora na CNN vinha piorando cada vez mais.

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Pouco tempo depois, veio à tona a informação de que o apresentador serviu como uma espécie de consultor dos advogados de Andrew para tentar manipular a imprensa. Mesmo depois disso, o canal optou por personalizá-lo como comandante do Cuomo Prime Time.

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A cúpula da CNN decidiu contratar um escritório de advocacia para analisar toda a situação e não demorou até que surgissem provas da atuação antiética do âncora. Ao receber um relatório final das investigações na sexta-feira, 3, o presidente da CNN, Jeff Zucker, se convenceu de que o melhor era comunicar a demissão do comunicador.

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