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Prejuízo de R$ 312,6 bilhões no turismo; especialista no mercado, Thyara Rodrigues ensina como driblar crise

Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, setor deve voltar a se recuperar totalmente apenas em 2022

Divulgação

Crescimento pessoal, lazer, comemorações, negócios, visitas à família. Seja qual for o objetivo, as viagens conseguem unir, transformar e potencializar laços e oportunidades. Com a pandemia de Covid-19, porém, o setor de turismo foi um dos mais afetados pelas medidas restritivas adotadas para a contenção do vírus. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), desde março de 2022, o mercado vem acumulando prejuízos que já somam 312,6 bilhões de reais.

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Apesar de ter registrado avanço de 127,4% entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor ainda precisa crescer 39,2% para retornar aos números anteriores à pandemia. Cenário que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) só vê acontecer ao final de 2022.

Para sobreviver ao momento de instabilidade, empresas e pessoas que têm o Turismo como principal fonte de renda buscam formas de minimizar os impactos. Thyara Rodrigues é empresária do setor e especialista em vendas de passagens aéreas e conta que a pandemia fez surgir um novo setor de atuação: o do turismo de isolamento ou de home office.

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“Apesar de ter diminuído, o turismo não acabou. Ele se reinventou. A maior procura hoje é por locais próximos, onde as pessoas possam ir de carro e não precisem se submeter ao aeroporto. Além disso, casas de temporada são bastante procuradas para o isolamento de toda a família em um local que não seja a própria residência, para dar aquela escapada”, comenta a empresária e agente de viagens Thyara Rodrigues.

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A pretensão por conhecer destinos próximos, além de uma solução, parece não ser nada temporário, conforme analisa a empresária. “É uma tendência de consumo de viagens. Se antes o maior desejo era conhecer destinos internacionais, com o fechamento de algumas fronteiras os brasileiros passaram a voltar os olhares para o próprio país e começaram a encontrar lugares pelos quais se interessam e desejam conhecer”.

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Segundo um levantamento do portal Booking.com, especializado em reservas de passagens e hospedagens, 55% das pessoas escutadas pela pesquisa pretendem conhecer cidades próximas aos locais onde residem. Quando o assunto é viagem internacional, a empresária aponta que cresceu a procura por destinos como Dubai, Egito e Maldivas. 

Maior exigência 

Sobre o comportamento do viajante, Thyara Rodrigues aponta que os passageiros passaram a ter mais conhecimento sobre as políticas de passagens, hotelaria e seguros. “Antes o principal critério na hora de comprar um bilhete aéreo era o preço, hoje as pessoas estão mais atentas aos pormenores como regras tarifárias, multas, condições de cancelamento e possibilidade de remarcação”, analisa.

A tomada de consciência quanto a essas condições veio já no começo da pandemia, quando as pessoas com viagens próximas foram pegas de surpresa com o vírus e a importância de analisar essas condições foi exposta. “Muitos clientes tiveram as passagens canceladas e se viram sem suporte algum. Nesse momento, as pessoas perceberam, por exemplo, como a figura de um agente de viagem é importante, pois é uma pessoa de fácil acesso para resolver os problemas. Observamos que muitas empresas cancelaram os call centers e passaram a atender apenas por e-mail e com isso os agentes passaram a ser mais valorizados”, comenta. 

A empresária e agente de viagens Thyara Rodrigues conta que uma das principais formas com a qual ganhou dinheiro no período não foi vendendo passagens e sim resolvendo problemas. 

Turismo com segurança

Apesar da desaceleração, ainda há como viajar a lazer. Porém, a empresária aponta ser preciso pesquisar, planejar e se atentar às medidas de segurança para que a viagem não se torne uma dor de cabeça. 

“A primeira coisa é verificar a situação da pandemia no local onde deseja visitar. Há classificações de risco leve, moderado e forte, aos quais o turista deve se atentar. Não faz sentido, assim como não é seguro, viajar para um destino em fase roxa. Além de tudo estar fechado, o risco de contaminação é maior”, alerta. 

No caso de destinos internacionais, as condições restritivas precisam ser bem analisadas. “Há países onde a entrada de brasileiros não é permitida, por exemplo. Ao comprar um voo é preciso verificar se os locais de escala estão liberados”, alerta Thyara. “Além disso, há prazos quanto aos testes que precisam ser analisados.”

 “Sem contar com as medidas sanitárias, que precisam ser respeitadas para a segurança de todos. A Anvisa vem apertando as regras quanto ao tipo de máscara que deve ser utilizada em voos. Por isso, é preciso atenção para não ser impedido de viajar”, diz Thyara.

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