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Pais do sequestrador de Silvio Santos tentam na Justiça receber indenização pela morte do filho

Fernando Dutra Pinto morreu na prisão em janeiro de 2002, 5 meses depois de sequestrar o dono do SBT.

VEJA - SP

Quem tem mais de 30 anos com certeza se lembra de quando o Brasil parou para acompanhar o sequestro do apresentador Silvio Santos. O fato ocorreu no dia 30 de agosto de 2001, deixando os telespectadores apreensivos com o dono do SBT sendo mantido como refém em sua própria residência.

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Fernando Dutra Pinto, de 22 anos, já tinha arquitetado e sequestrado dias antes a apresentadora Patrícia Abravanel, filha de Silvio. Após receber o resgate, Fernando foi localizado pela polícia, mas conseguiu fugir matando dois policiais. O medo de ser morto em uma represália fez com que o sequestrador invadisse novamente a casa de Silvio.

Na ocasião, Fernando só aceitou se entregar após a chegada de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo na época. Após atendimento médico, ele foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória do Belém, se juntando ao seu irmão Esdras Dutra Pinto e a Marcelo Batista, que também estavam envolvidos no sequestro de Patrícia. Fernando acabou morrendo na prisão cinco meses depois.

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Antônio Sebastião Pinto e Anésia de Jesus Dutra Pinto, pais de Fernando Dutra Pinto e Esdra Dutra Pinto, conseguiram na justiça no ano de 2012 o direito de receber uma indenização por conta da morte de Fernando. No entanto, os valores nunca foram pagos pelo governo.

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A família tenta provar que o rapaz morreu por envenenamento e que foi espancado, estando ele sob custódia do estado, o que deveria resguardar a sua vida. Apesar da vitória na Justiça, a família não recebeu nenhum centavo, pois o governo colocou os pagamentos em uma lista de precatórios, que são uma espécie de dívidas que não são pagas de imediato. Com as devidas correções, os valores chegam hoje a R$ 200 mil.

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Escrito por Jean Marangoni

Influenciador digital responsável pelas páginas 'Mussum Sinceris' nas redes sociais, trabalho também com jornalismo online há 3 anos. Para sugestões entre em contato: jeanmarangoni@gmail.com