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Netflix: desenho infantil que faz uso de linguagem neutra gera revolta nas redes sociais

Ridley Jones – A Guardiã do Museu, é uma animação da Netflix que está causando revolta na web.

Pleno News

A rede de streaming Netflix está exibindo uma nova animação infantil. O nome da nova atração é Ridley Jones – A Guardiã do Museu e um detalhe no desenho chamou a atenção do público e causou revolta em alguns pais que possuem crianças que usufruem da rede no modo personalizado.

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Desenho da Netflix usa linguagem neutra

A animação conta a história de uma menina de apenas 6 anos que mora com a avó. As duas residem em um museu nacional, pois a avó trabalha no local, mas diferente da maioria dos museus, nesse em especial as atrações históricas ganham vida assim que o sol se põe. A menina fica encarregada de cuidar para que as atrações fiquem em segurança no museu. Ela utiliza uma bússola mágica nessa empreitada.

Entre os personagens do desenho estão uma múmia chamada Ismat que tem pais homossexuais e um búfalo chamado Fred que se auto intitula um ser ‘não-binário’.

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Em um dos episódios, a animação retrata o uso de linguagem neutra para se referir aos personagens. Na história, um dinossauro que está sendo ajudado por Ridley, utiliza a linguagem neutra para falar com seus novos amigos. “Todes por uma garota. E uma garota por todes”, disse a criatura pré-histórica em dado momento.

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A animação causou revolta nas redes sociais

O desenho causou muita revolta nas redes sociais e o deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) mostrou seu sentimento de desaprovação, pedindo aos pais que não deixem que seus filhos assistam ao desenho. Já o parlamentar Rodrigo Delmasso (Republicanos) abriu uma representação alegando que as temáticas de diversidade do desenho ferem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que diz que esses “têm o direito de ter resguardada e protegida sua integridade física, psíquica e moral”.

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Caio Perozzo, especialista em linguagem e professor do Instituto Borborema, afirma que a linguagem neutra se trata de uma crise de inteligência. Outra professora de língua portuguesa, Cíntia Chagas, garante que o uso da linguagem neutra fere e marginaliza as pessoas com deficiência auditiva e visual, além de ser um desrespeito ao idioma.

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Escrito por Tatiane Braz

Estudante, escritora e apaixonada pela verdade, tenho como meta levar a notícia de forma clara e real. Amo ler e percebo a cada dia que um mundo melhor se faz quando o conhecimento que adquirimos é colocado em prática.