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William Bonner diz que tomou medida drástica por medo de agressões nas ruas

Jornalista da TV Globo participou do programa Altas Horas neste final de semana e trouxe algumas revelações sobre seu dia a dia.

Reprodução - Globo

Figura de renome no jornalismo brasileiro, William Bonner foi um dos convidados da edição do programa “Altas Horas”, de Serginho Groisman, que foi ao ar no último sábado (26). No bate-papo, o âncora do Jornal Nacional trouxe detalhes da sua rotina longe da redação.

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Segundo ele, o cenário atual da política nacional impactou em um comportamento mais recluso em seu cotidiano, já temendo possíveis ataques e agressões de espectadores “movidos pelo ódio e polarização”.

Indagado por Groisman acerca de quais seriam seu hobbies, quando está longe do trabalho na TV Globo, Bonner revelou gostar de assistir filmes e séries e ler livros, além da tradicional corrida. Ação, esta que, no entanto, foi abandonada nos últimos meses, justamente pelo temor de algum tipo de ataque nas ruas. 

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“Hoje me privo desse prazer (corrida), e não tenho satisfação de dizer que é por medo dessa polarização política que tomou conta do país, você sai e não sabe se vai sofrer agressões ou não. Então parei de correr”, disse o apresentador do Jornal Nacional. 

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Impossível controlar

Ainda na entrevista, Bonner afirmou que como editor do telejornal, o único sentimento que é difícil e praticamente incontrolável de não manifestar é a indignação. Nos editoriais do JN, o experiente âncora já se posicionou diversas vezes contra comportamentos do atual governo federal em tempos de pandemia, disparando fortes críticas.

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O fato mais recente se deu na última semana, quando presidente Jair Bolsonaro mandou uma repórter de uma afiliada da Globo “calar a boca”. O episódio viralizou nas redes sociais, e foi comentada pelo âncora, que repudiou a ação do chefe do Executivo, bem como a colega de bancada, Renata Vasconcelos.

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