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Exclusivo: idosa que aparece em documentário de Anitta sofre primeira derrota contra cantora na Justiça

A idosa Maria Ilza de Azevedo Silva, de 72 anos, que aparece na série documental da Netflix ‘Anitta: Made In Honório’ acaba de sofrer sua primeira derrota na Justiça por meio de uma decisão interlocutória proferida pelo juiz Josué de Matos Ferreira. A idosa acionou a Justiça contra Anitta e pediu, em caráter liminar, que o episódio em que aparece fosse retirado do ar. Segundo o documento, Ilza de Azevedo teria ficado constrangida ao ser retratada como uma invasora. Ela também afirma que não teria assinado nenhum termo autorizando sua imagem para ser veiculada no documentário. 

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No episódio, Anitta fica surpresa ao ver a senhora sentada no sofá de sua casa, no Rio de Janeiro, enquanto fazia uma reunião… com sua equipe de figurino. Na ocasião, a senhora revela ser uma fã e direciona um presente para cantora. Ao perceber que Ilza não faria parte da equipe, após receber o presente, Anitta reclama no documentário da falta de segurança. Isso porque a idosa entrou na casa de Aniita, no Rio de Janeiro, após burlar a segurança e dizer que iria “entregar uma roupa”. A desculpa acabou passando batido e a sua entrada liberada, pois Anitta aguardava a entrega de roupas para um show. O fato acontece no quinto episódio da série documental.

Na ação, os advogados de Maria Ilza pleitearam por meio de uma medida de urgência a retirada do capítulo do ar:

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“Não menos importante destacar que, a retirada do episódio pleiteado do ar não traz nenhum prejuízo às rés, tendo em vista que a série possui outros episódios. Do mesmo modo, bastaria a ré trazer o contrato de cessão de imagem e a autorização para sua veiculação que o vídeo retornaria imediatamente para o ar, ou seja, a medida é absolutamente reversível”, diz o documento.

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Juiz nega pedido de urgência feito pela idosa

Maria Ilza de Azevedo da Silva acaba de sofrer sua primeira derrota dentro do processo. Isso porque o juiz titular do processo, Josué de Matos Ferreira, negou o pedido feito em caráter de urgência por meio de uma decisão interlocutória, que deve vigorar até que o caso seja julgado por completo.

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Segundo o magistrado, a idosa alega que sua aparição no documentário se deu sem o seu consentimento, e que, dessa forma, houve exploração comercial do seu direito de imagem bem como a distorção dos fatos, na medida em que seu comparecimento ao local das gravações (a casa da cantora) teria sido autorizado, ao passo que as edições da imagem levam o público à conclusão de que se trataria de uma invasão.

O magistrado considerou que analisando as provas produzidas, não haviam requisitos mínimos para que fosse deferido o pedido com tutela de urgência. “No caso, não há elementos que evidenciam a probabilidade do direito afirmado, uma vez que a prova até então produzida não é suficiente para esclarecer se de fato os acontecimentos não se deram na forma narrada pelo documentário”, considerou.

O juiz ainda descreve na decisão que a própria senhora narra no processo que compareceu ao local de forma voluntária, e que teria percebido o aparato de filmagem, inclusive que estava sendo gravada, havendo pois, em primeira análise, uma consciência tácita de que fariam uso da sua imagem. Por essa razão, o magistrado descartou o uso do registro de imagem, uma vez que a gravação não ocorreu em local público, e sim na residência da cantora, onde eram realizadas as gravações do documentário. 

O juiz encerra sua decisão considerando que os comentários feitos por terceiros ridicularizando a idosa não podem ser imputados à cantora.

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Escrito por Alessandro Lo-Bianco

Passou pelas redações da BandNews, Editora Abril, Jornal O Dia, Rádio CBN, Jornal O Globo e RecordTV. Autor de 11 livros, é atualmente colunista do programa A Tarde é Sua da Rede TV! Tem nove prêmios de Jornalismo, dois cachorros e é pai de menina.
Instagram: @AlessandroLoBianco