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Caso Boechat: relatório aponta causas impactantes que provocaram trágico acidente que matou jornalista

UOL

Nesta quinta-feira (29), um relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da FAB, concluiu os estudos acerca do acidente de helicóptero que resultou na morte do jornalista Ricardo Boechat, ocorrido em fevereiro de 2019, na rodovia Anhanguera.

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Além do experiente jornalista, o piloto da aeronave, Ronaldo Quattrucci, de 56 anos, também morreu no trágico acidente. Segundo o levantamento do Cenipa, o condutor do helicóptero tomou atitudes classificadas como erradas durante a operação, e não chegou se os instrumentos de bordo estavam funcionando corretamente. 

No documento, são apresentadas falhas no compressor da aeronave, que não teve nenhuma atualização ou troca desde o final dos anos 1980. O compressor tinha peças vencidas no momento do acidente, bem como o tubo de distribuição de óleo do helicóptero, que segundo o órgão contava com o calendário de troca “excedido várias vezes“. 

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“Não foi encontrado nem foi apresentado nenhum registro de revisão geral do compressor desde 1988”
, apontou o Cenipa no relatório. O órgão apontou como fatores determinantes para o acidente a falta de manutenção no helicóptero, atitude errada do comandante, indisciplina de voo do piloto, processo decisório na hora do acidente. 

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Carreira de peso

Ricardo Boechat tinha acabado de ministrar uma palestra um pouco antes do trágico acidente e pegou a aeronave para retornar à TV Bandeirantes. Muito querido no jornalismo, o profissional acumulava 49 anos de carreira, trajetória esta iniciada no começou da década de 1970. 

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A morte repentina do jornalista causou forte comoção em toda a imprensa nacional e pessoas que admiravam seu trabalho de décadas seja na mídia impressa ou televisiva. 

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