in

Padre Robson usava laranjas para esconder desvio de dinheiros dos fiéis, afirma juíza

Terra

A investigação sobre as negociações suspeitas da Afipe – Associação Filhos do Pai Eterno, que tem como presidente o Padre Robson, ganhou a mídia nos últimos dias. Placidina Pires, juíza que atua no Tribunal de Justiça de Goiás, afirmou em sua decisão que foi obtida pelo portal de noticias UOL, que conforme apurado pelas investigações, o Padre Robson de Oliveira fazia uso de laranjas e também de empresas de fachada. 

Publicidade

O recurso era usado pelo Padre Robson para esconder os supostos desvios dos donativos dos fiéis para a construção da Basílica do Divino Pai Eterno, na cidade de Trindade, em Goiás. O padre celebridade estava no comando da Afipe e também de outras entidades que tem ligação com a instituição.

O religioso solicitou afastamento dos cargos e afirmou que tem confiança na Justiça. O MP – Ministério Público do estado de Goiás está investigando suspeitas de desvio nas doações realizadas pelos fiéis e também compra de bens de luxo, como fazendas, casas e apartamentos localizados em outros estados.

Publicidade

O alvo da investigação é a Afipe, e laranjas seriam usados para dificultar que fosse feito o rastreamento do dinheiro. Os procuradores estão reunindo provas para acusar o padre Robson dos crimes de lavagem de dinheiro, apropriação indébita, sonegação fiscal, organização criminosa e falsidade ideológica.

Publicidade

O Padre Robson de Oliveira se pronunciou sobre as acusações em um vídeo compartilhado em suas redes sociais. Ele afirmou que os valores arrecadados com os donativos foram usados em atividades religiosas e disse que está tranquilo e confiante que tudo vai ser esclarecido. “Tudo está desde a primeira doação, e assim continua, na Afipe, e é utilizado para que nós levemos a nossa obra de evangelização aos fiéis ao mundo. Meu coração está sereno e confiante de que tudo será esclarecido o mais breve possível”, explicou o sacerdote.

Publicidade

De acordo com a investigação, os suspeitos movimentaram mais de R$ 1,7 bilhão. O promotor que atuou na coordenação da operação, Sebastian Marcos, explicou que nem todos os valores que foram movimentados pelos acusados é referente as atividades consideradas ilícitas.

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Escrito por Shyrlene Souza

Redatora na web desde 2016, formada em ciências contábeis, apaixonada pela redação desde criança. Escrevo sobre assuntos diversos, famosos, maternidade e notícias que se destacam no Brasil e no mundo.