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Infância humilde, rejeitada no BBB e hoje milionária: o fenômeno Juliette Freire é a prova viva que o mundo dá voltas

Hoje, com 32 anos, a paraibana de Campina Grande de origem humilde passou por muitas dificuldades na vida.

Reprodução: Redes Sociais

Quem assistiu à edição 21 do BBB, nunca vai se esquecer de um fenômeno chamado Juliette Freire. Nascida em 3 de dezembro de 1989, hoje com 32 anos, a paraibana de Campina Grande de origem humilde passou por muitas dificuldades na vida.

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Filha de Dona Fátima, a mãe precisou aprender cortar cabelo por não ter condições de levar os cinco filhos ao salão de beleza. Foi aí que bateu o espírito empreendedor e a fez abrir o próprio negócio, que contava com a ajuda dos filhos. Juliette começou lavando os fios dos clientes com apenas oito anos.

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Juliette morou em comunidades de Campina Grande e estudava em escolas públicas. Chegou a estudar à noite a fim de ter o dia livre para trabalhar. A mãe não era alfabetizada e o pai fora de casa o dia todo, Juliette precisava recorrer a uma vizinha para ajudá-la com as lições de casa. Ela foi a única da família a ter educação superior ao se graduar em Direito na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 2017.

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Aos 19 anos, perdeu a irmã, Julienne, então com 17 anos, para um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

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Além do estudo acadêmico, a participante dividia o tempo entre uma das maiores paixões: a maquiagem. Juliette já comentou no programa que a ocupação enquanto maquiadora, que acontecia nas folgas, lhe dava a maior parte da renda.

Já nos primeiros dias de confinamento no BBB21, Juliette começou a sofrer perseguição do “gabinete do ódio”, formado pela cantora Karol Conká, pelo cantor Projota, o humorista Nego Di e a pesquisadora Lumena Aleluia. E foi aí que o público a abraçou.

Juliette continuou movimentando o jogo e transitava entre aliados e rivais. Ela venceu o programa, ganhou o prêmio de R$ 1,5 milhão e muito mais que isso: a admiração e carinho de milhares de brasileiros.

Sua popularidade só aumentava, assim como sua conta no Instagram, hoje com mais de 33 milhões de seguidores. “Com esse número de seguidores, ela poderia conseguir uma receita de cerca de R$ 43 milhões por ano”, afirma em entrevista para a Veja, Thiago Cavalcante, especialista em negócios digitais e sócio da startup de marketing Inflr.

Ela decidiu construir sua carreira de cantora aqui fora e mais um reconhecimento chegou: debutar como a melhor estreia no Spotify em 2021.

Agora mais um desafio à frente: Juliette fará sua primeira turnê como cantora por várias capitais do Brasil. O primeiro show da turnê “Caminhos” já acontece neste mês de março, no Rio de Janeiro, que passará também por João Pessoa, Vitória e Recife.

Juliette usou suas redes sociais para celebrar a nova trajetória. “Meu caminho é marcado pelo improvável e enriquecido por cada encontro. A música me salva, me transporta, me liberta e agora vai ganhar mais um significado: o de celebração desse nosso elo”, disse.

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Escrito por Anna Müller

Bastante ativa nas redes sociais, escrevo conteúdo sobre os mais diversos assuntos para a plataforma i7 Network.